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A vacina tríplice viral (SCR — sarampo, caxumba, rubéola) contém vírus vivos atenuados dos 3 patógenos: sarampo (cepa Schwarz ou Edmonston-Zagreb), caxumba (cepa Jeryl Lynn, RIT 4385, Urabe Am9, ou Leningrad-Zagreb) e rubéola (cepa RA 27/3). No Brasil, a vacina tríplice viral é produzida por Bio-Manguinhos/Fiocruz (cepa Edmonston-Zagreb para sarampo + Leningrad-Zagreb para caxumba + RA 27/3 para rubéola) e também importada (GSK, MSD). A tríplice viral faz parte do calendário obrigatório do PNI
A vacina tríplice viral (SCR — sarampo, caxumba, rubéola) contém vírus vivos atenuados dos 3 patógenos: sarampo (cepa Schwarz ou Edmonston-Zagreb), caxumba (cepa Jeryl Lynn, RIT 4385, Urabe Am9, ou Leningrad-Zagreb) e rubéola (cepa RA 27/3). No Brasil, a vacina tríplice viral é produzida por Bio-Manguinhos/Fiocruz (cepa Edmonston-Zagreb para sarampo + Leningrad-Zagreb para caxumba + RA 27/3 para rubéola) e também importada (GSK, MSD).
A tríplice viral faz parte do calendário obrigatório do PNI desde 1992 (substitui campanhas anteriores com vacinas monovalentes). A meta do PNI é cobertura vacinal ≥95% para interrupção da transmissão endêmica. O Brasil perdeu o certificado de eliminação do sarampo em 2019, após surtos persistentes associados à queda da cobertura vacinal, e reconquistou-o provisoriamente — mantendo vigilância intensificada.
A vacinação contra rubéola no Brasil tem importância histórica: a campanha de 2008 vacinou 67 milhões de adultos (20–39 anos), a maior campanha de vacinação contra rubéola da história mundial, resultando na eliminação da síndrome da rubéola congênita (SRC) no país.
Calendário PNI/SUS:
12 meses: tríplice viral (SCR) — 1ª dose
15 meses: tetraviral (SCR-V = tríplice viral + varicela) — 2ª dose de SCR
Crianças de 6–11 meses: dose extra ("dose zero") em situações de surto de sarampo
Adolescentes/adultos até 29 anos: 2 doses de tríplice viral (se não vacinados)
Adultos 30–59 anos: 1 dose de tríplice viral (se não vacinados)
Profissionais de saúde: 2 doses independentemente da idade
Viajantes:
Verificar situação vacinal antes de qualquer viagem internacional
Crianças de 6–11 meses viajando para áreas com surtos ativos: dose extra antecipada
Adultos nascidos após 1960 sem comprovação de 2 doses: completar esquema
Grupos especiais:
Profissionais de saúde: esquema completo de 2 doses é obrigatório
Contactantes de casos de sarampo: vacinação de bloqueio em até 72 horas do contato
Puérperas suscetíveis: vacinar na maternidade antes da alta
Contraindicações absolutas (vacina de vírus vivo):
Gestação (risco teórico de infecção fetal — adiar e orientar anticoncepção por 30 dias após a dose)
Reação anafilática a dose anterior ou componentes (neomicina, gelatina)
Imunossupressão grave: HIV com CD4 <200/mm³ (<15% em crianças), quimioterapia ativa, uso de biológicos anti-CD20 (aguardar 6 meses após rituximabe), imunodeficiências primárias graves
Uso de corticosteroides em doses imunossupressoras (≥2 mg/kg/dia ou ≥20 mg/dia de prednisona por ≥14 dias) — aguardar 1 mês após suspensão
Precauções:
Trombocitopenia ou púrpura trombocitopênica prévia após dose de SCR: avaliar risco-benefício (risco de recorrência vs. risco das doenças)
Administração recente de hemoderivados/imunoglobulinas: adiar conforme o produto (3–11 meses dependendo do tipo e dose)
NÃO são contraindicações:
Alergia a ovo (a vacina é produzida em fibroblastos de embrião de galinha, não em ovo; o conteúdo residual de ovalbumina é ínfimo — vacinar normalmente)
HIV assintomático com CD4 ≥200/mm³ (vacinar no CRIE)
Contato domiciliar com imunossuprimido (os vírus vacinais SCR NÃO são transmissíveis)
Amamentação (vacinar a mãe normalmente)
Reações comuns (sarampo — 5–15%): Febre (≥39°C em 5–15% dos vacinados, 7–12 dias após). Exantema morbiliforme transitório (5%). Cefaleia. Irritabilidade.
Reações comuns (caxumba — 1–5%): Parotidite leve (tumefação parotídea transitória, 10–14 dias após). Febre.
Reações comuns (rubéola — 5–25%): Artralgia e artrite transitória (até 25% em mulheres adultas, rara em crianças). Linfadenopatia. Exantema rubeoliforme.
Reações incomuns a raras:
Convulsão febril (1:3.000 doses, geralmente benigna)
Trombocitopenia transitória (1:25.000 doses, geralmente autolimitada em 1–2 semanas)
Meningite asséptica: associada à cepa Urabe Am9 da caxumba (1:10.000) — esta cepa NÃO é utilizada nas vacinas disponíveis no Brasil atualmente
Encefalite: extremamente rara (1:1.000.000), causalidade controversa
Perfil de segurança: A tríplice viral é uma vacina extremamente segura. A alegação fraudulenta de associação com autismo (Wakefield, 1998) foi completamente refutada por dezenas de estudos de coorte envolvendo milhões de crianças. O artigo original foi retratado pelo The Lancet e Wakefield perdeu a licença médica.
Esquema PNI/SUS:
12 meses: tríplice viral (SCR) 0,5 mL SC — 1ª dose
15 meses: tetraviral (SCR-V) 0,5 mL SC — 2ª dose de SCR + varicela
Adolescentes/adultos: 1–2 doses SC (conforme faixa etária)
Via de administração:
Reconstituição:
Vacina liofilizada: reconstituir com diluente próprio
Após reconstituição: utilizar em até 8 horas (manter +2°C a +8°C)
Proteger da luz
Conservação:
+2°C a +8°C (rede de frio)
NÃO congelar o diluente (a vacina liofilizada pode ser congelada)
Extremamente termossensível — descartar se exposta a >8°C por período prolongado
Produção nacional:
Bio-Manguinhos/Fiocruz: produção da tríplice viral para o PNI
Transferência de tecnologia do Serum Institute of India
Pré-qualificada pela OMS
Eficácia contra sarampo:
1 dose (12 meses): 93–95% de eficácia
2 doses: 97–99% de eficácia
Soroconversão: 95–98% após 1ª dose; >99% após 2ª dose
A 2ª dose visa converter os 2–5% que não responderam à 1ª dose (NÃO é reforço)
Eficácia contra caxumba:
1 dose: 78–86% (variável conforme a cepa vacinal)
2 doses: 88–95%
A eficácia contra caxumba é inferior à do componente sarampo
Eficácia contra rubéola:
1 dose: 95–100%
Soroconversão: ≥95% após dose única
Proteção duradoura (provavelmente vitalícia)
Duração da proteção: Sarampo: proteção vitalícia na grande maioria dos vacinados com 2 doses. Caxumba: proteção pode diminuir após 10–15 anos (motivo de surtos em universidades em vacinados). Rubéola: proteção vitalícia.
Impacto no Brasil: A vacinação com SCR no PNI resultou na eliminação da transmissão endêmica de sarampo (certificação em 2016, perdida em 2019), rubéola e síndrome da rubéola congênita (eliminação sustentada). A campanha de rubéola de 2008 (67 milhões de adultos) foi decisiva para a eliminação da SRC.
Outras vacinas de vírus vivos: Se não administradas no mesmo dia, respeitar intervalo mínimo de 4 semanas (28 dias) entre SCR e outras vacinas vivas injetáveis (febre amarela, varicela, herpes-zóster viva). Administração simultânea é permitida.
Vacina contra varicela: Pode ser coadministrada como tetraviral (SCR-V) ou em sítios separados. A tetraviral está disponível no PNI para a 2ª dose aos 15 meses.
Hemoderivados e imunoglobulinas: Imunoglobulinas contêm anticorpos que podem neutralizar os vírus vacinais. Intervalos recomendados: IG padrão (0,02–0,06 mL/kg) — 3 meses; IG anti-hepatite B — 3 meses; sangue total — 6 meses; IG anti-varicela (VZIG) — 5 meses; IG anti-sarampo (0,5 mL/kg) — 6 meses; IG IV — 8–11 meses.
PPD (prova tuberculínica): A SCR pode suprimir temporariamente a reatividade ao PPD (falso-negativo). Se necessário realizar PPD, fazê-lo no mesmo dia da vacinação OU aguardar 4 semanas após a dose de SCR.
Pregnancy: CONTRAINDICATED — live vaccine.
MMR vaccine is a live attenuated vaccine and is contraindicated during pregnancy.
Women should avoid conception for 4 weeks after MMR vaccination.
Inadvertent vaccination during pregnancy is NOT an indication for termination — no cases of congenital rubella syndrome have been reported following inadvertent vaccination of pregnant women (CDC, WHO).
Pre-conception: check rubella immunity (anti-rubella IgG) and vaccinate non-immune women before pregnancy.
Post-partum: vaccinate rubella-seronegative women before hospital discharge.
Breastfeeding: Safe.
MMR vaccine is safe during breastfeeding. Rubella vaccine virus may be excreted in breast milk and transmitted to the infant, but this does not cause disease and is not a reason to defer vaccination. CDC and WHO recommend post-partum MMR for susceptible breastfeeding mothers.
Pediatric use:
Routine schedule: Dose 1 at 12–15 months, Dose 2 at 4–6 years.
Minimum age: 6 months (for international travel to measles-endemic areas — counts as dose 0; repeat standard 2-dose series from 12 months).
HIV-positive children with CD4 ≥15% should receive MMR (recommendation from WHO and ACIP).
Available as MMR (M-M-R II, Priorix) or MMRV (ProQuad — includes varicella; approved from 12 months to 12 years).
MMRV at dose 1: slightly increased risk of febrile seizures (1 extra per 2,300–2,600 doses) compared to separate MMR + V.
Geriatric use:
Adults born before 1957 are generally considered immune to measles and mumps (through natural infection).
However, serological testing may be warranted for healthcare workers or travelers regardless of birth year.
No upper age limit for MMR vaccination in susceptible adults.
Immune response is adequate in healthy elderly adults. Live vaccine caution applies to severely immunocompromised elderly.
Gestantes inadvertidamente vacinadas: A vacinação inadvertida durante a gestação NÃO é indicação de interrupção da gravidez. Estudos de seguimento não demonstraram risco aumentado de malformações congênitas. Vigilância pré-natal de rotina é suficiente.
Mulheres em idade fértil: Recomendar anticoncepção efetiva por 30 dias após a vacinação. Realizar teste de gravidez antes da vacinação apenas se houver suspeita.
Surto de sarampo — vacinação de bloqueio: A vacina SCR é eficaz como profilaxia pós-exposição ao sarampo quando administrada dentro de 72 horas do contato. Para imunossuprimidos expostos, utilizar imunoglobulina humana (IG 0,5 mL/kg, máximo 15 mL) em até 6 dias.
Dose zero (6–11 meses): Em situações de surto ou viagem internacional, lactentes de 6–11 meses podem receber uma dose antecipada de SCR. Esta dose NÃO conta para o esquema rotineiro — a criança deverá receber as 2 doses regulares (12 e 15 meses).
Cobertura vacinal no Brasil: A queda da cobertura vacinal de SCR nos últimos anos (de >95% para ~80% em algumas regiões) é uma preocupação de saúde pública. A reemergência do sarampo em 2018–2019 demonstrou a importância de manter coberturas elevadas.
Nenhum dado de esquema disponível.
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